L.A.EMon 4 December, 2006 4:55 pm


Linguagem e Apresentação Empresarial – Avaliação 1
Criação de um suporte de Comunicação de um Banco
1-Criação de uma marca/instituição bancária fictícia:
BANCO IMPRES

2-Concepção do Logótipo do banco:
Após análise do nome do estabelecimento Banco Impres e tendo em conta os seus clientes alvo, foi feito uma definição de várias hipóteses no sentido de encontrar a melhor imagem que defina em si, um desenho simples e memorização breve, porém forte e concisa. Foi tido em conta também a eliminação de qualquer curva ou circunferência no logo, dando enfoque para os ângulos rectos, em virtude dos processos extremamente claros e precisos que o Banco Impres acredita que uma entidade bancária necessita ter para ser credível e clara, representa-se assim a rectidão e clareza dos processos e da posição do banco em todas as vertentes do negócio. Ao verificar os logótipos da concorrência directa (outras entidades bancárias) verificou-se que há o encontro de vários desenhos que representam em si à imagem que esta entidade pretende passar. Foi então entendido, que nós do Banco Impres, tendo em conta o significado da origem do seu nome e o target muito específico de seus clientes, optamos por exaltar a simplicidade clássica, porém utilizar uma imagem muito comum aos atletas de altas competições, o pódio, um “T” invertido, caracteriza assim um pódio, no campeonato que é a vida, como o próprio senso comum indica, para se estar num pódio, temos que ser os melhores, assim como para ser cliente ou participar como colaborador da entidade bancária, apenas os melhores e sobretudo os imprescindíveis. Com um leve destaque ao quadrado na parte de cima do então pódio, humanizando assim os vencedores que entendemos como clientes e colaboradores, caracterizando que ali estão os primeiros, os únicos ganhadores, não havendo ênfase para o segundo ou terceiro lugar, embora também representado no pódio, apenas foi dada ênfase ao primeiro lugar, onde o banco entende que deverão estar todo o factor humano da instituição, clientes, colaboradores, fornecedores e parceiros.
A cor branca do logótipo deve-se a enfatizar a clareza dos processos, dando enfoque a que não existe a lugar para o segundo, apenas o primeiro, desse modo a criação da imagem optou por um logo que tem uma única cor, cor essa que nada mais é a junção de todas as outras cores, entendemos assim que embora com uma cor única distinta, o logo do banco Impres contém em si todas as outras cores.
O logótipo divide-se em duas partes distintas:

Pódio
Representa o meio envolvente em toda a sua dimensão – o mundo que nos rodeia.

Homem – quadrado no topo da área gráfica do logo, que, separado da parte de baixo, caracteriza o factor humano que é privilegiado pela instituição, desde seus colaboradores, clientes, fornecedores, atribuindo-lhe o carácter distinto de vencedor, tendo em vista o lugar que ocupa no “pódio”.

3-Criação de uma inserção publicitária no seminário Expresso (a ser mostrado um exemplo em aula):
Criada uma folha em formato A3 com layout definido para o target específico do cliente alvo, tendo em conta as cores, a forma de apresentação para que entrem em concordância com o ideal do Banco Impres, como também vá de encontro ao ponto que achamos relevante abordar, o tema maior que é o amor, aliado ao saudosismo, saudades, lembranças e bons momentos passados, enfatizando em si o produto proposto “seguro de vida”.

3.1 Campanha publicitária de um produto/serviço desse banco:
Seguro de Vida

4- Elaboração de um breve texto sobre este projecto que inclua os seguintes pontos:
4.1 Justificação nome da marca
Palavra deriva do imprescindível, que não tem substituição, exalta valores, do exclusivo, melhor, fantástico.

4.2 Identificação do Público-alvo
Classe Média Alta / Alta.

4.3 Descrição do suporte (explicar o porque do desenho e contexto escolhido para o suporte publicitário - Banco Impres
A eleição do nome da marca “Impres” deve-se a associação da palavra imprescindível, que não tem substituição, exaltando o exclusivismo do que é melhor, insubstituível, foi entendido como o valor máximo da empresa, também escolhida devido ao carácter da marca “Impres”, ser de fácil internacionalização para outros países que não de expressão portuguesa.
O segmento do público alvo para essa campanha, destaca-se a um target de clientes muito específico do médio alto e alto segmento, em sua grande maioria homens, casados, pais, com formação superior e alto poder económico, lideres com poder de decisão e forte competitividade, com valores no alto rendimento, performance e habituados ao melhor que a vida pode proporcionar.
Para a campanha publicitária do novo produto IMPRES VIDA – seguros de saúde, foi tida em conta a estratégia a tomar para o cliente específico desse produto.
Entendemos que os clientes terão em média a faixa etária a partir dos 40 anos de idade e procuramos responder pela raiz o que leva a que uma publicidade desperte o interesse no sentido de que seu público alvo, quando confrontado com a publicidade, sinta a necessidade imediata de aderir ao produto, assim como criar uma campanha que apele ao sentimento maior que move toda a humanidade, o amor.
Foi escolhida uma campanha de apresentação pelo período de dois meses a ser exposta no jornal Expresso, em que uma página tamanho A3, terá como fundo a cor preta e a única imagem no cartaz será em preto e branco, colocada de forma centralizada, ligeiramente para baixo do espaço e tendo uma pequena margem branca, uma linha que circunde a fotografia dando um destaque face o fundo preto escolhido.
A escolha da apresentação da publicidade no jornal Expresso deve-se ao seu público-alvo classe média, média-alta e pela sua tiragem semanal, aos sábados, dias esses em que o nosso target reserva para o lazer e estar em família.
As primeiras frases que utilizamos de modo a despertar o interesse são alusivas ao amor e apelam ao sentimento do leitor para com a publicidade.
O facto de toda a imagem estar criada em preto e branco não é por acaso, entendemos que hoje em dia as grandes publicidades nos jornais são efectuadas a cores e são tantas que já se torna difícil para que as campanhas publicitárias consigam captar a atenção de seu target, nesse entendimento, achamos que uma folha a preto e branco com um grande fundo negro a despertar como bloco sólido em meio as restantes publicidades certamente contidas no jornal, também foi entendido que os nossos clientes ao encontrarem a imagem e receberem sua mensagem, que certamente irá disparar os seus sentimentos, irá remontar para a introspecção e o preto e branco servirá de apoio a isso mesmo, visto serem em média homens da década de 60 e décadas anteriores, quando o surgimento da televisão a preto e branco revelou-se uma grande revolução e que alterou claramente o modo de vida das pessoas e nossos clientes alvos participaram nessa revolução. Também, porque no senso comum quando pensamos na vida e olhamos para trás é representado, por exemplo, nos filmes do cinema à preto e branco, nos aproveitamos da técnica e adaptamos para a nossa publicidade.
Importante também entender o que é que move a uma pessoa a efectuar um seguro de vida, que nada mais é que uma consciência clara que somos todos mortais e que essa mesma consciência da morte, que ronda e fatalmente surgirá, é inibidora no sentido da publicidade. Unindo o facto da preocupação de amparar os entes queridos caso a “morte” apareça e “compensa-los” monetariamente no sentido de dar uma estabilidade na vida que segue, entendemos que o sentimento maior que move alguém que efectua um seguro de vida é o amor, tendo isso em conta, no cartaz criado, em tempo algum foi referenciado a palavra “morte” apenas o conceito está claramente implícito, porém é enfatizado o amor que o nosso cliente tem pelos seus e que o faz aderir ao nosso produto.
Um bom exemplo dessa situação é na frase final que com um enfoque claramente comercial faz uma alteração numa expressão comum a todos nós:
“Quem vive de amor por alguém, faz.”
A forma de expressão, “morrer de amor por alguém”, é entendida e usada por todos nós e é bastante difundida em nossa cultura, porém a alteração da palavra “morre” para a palavra “vive” exulta a ideia de que embora saibamos que somos finitos, embora o nosso cliente traga a certeza que um dia irá ter que enfrentar esse problema, dizemos claramente ao cliente “vive” com o sentido de aproveitar a sua existência junto aos seus, porém não descure que esse tempo de viver poderá, por um qualquer motivo, acabar de repente e nesse sentido é sempre conveniente estar precavido.
A escolha da imagem, temos três elementos humanos, todos mulheres de três gerações distintas. Uma avó que é mãe, uma mãe que é filha e uma filha que por sua vez é neta enquadram assim aquilo que é o comum de uma família normal. A escolha de mulheres a figurar como os elementos humanos, deve-se ao facto de termos enraizado culturalmente a forma “delicada” o “sexo frágil” a qual devemos proteger e amparar. Na falta do homem “que gera sustento e dá segurança”.
Concluímos que as campanhas desenvolvidas especialmente no cariz emotivo e adaptas nos mínimos detalhes ao target segmentado têm em si só uma maior força no proposto de atingir os seus objectivos e mais, supera-los. Efectuamos uma campanha em acordo aos valores do nosso cliente, por isso aspiramos torná-la numa campanha imprescindível.

“Há homens que lutam um dia, e são bons;
 Há outros que lutam um ano, e são melhores;
 Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
 Porém há os que lutam toda a vida
 Estes são os imprescindíveis”
 Bertold Bretch
 1896 - 1956

Trabalho realizado por:
Flávio Oliveira - 06758
flavio@ipam.pt

http://flaviooliveira.blogsome.com
http://alunosmt.ipam.pt/~a06758/

MKT COKE 11:58 am
Empreendedores nacionais são inovadores no ‘marketing’


Maria João Espadinha


A inovação nos negócios criados por empreendedores portugueses está no marketing. São os próprios empreendedores que o dizem, inquiridos pela pesquisa do Eurostat, Factors of Business Success, em que 21% consideram que inovam nesta área. Segue-se a inovação no produto, apontada por 16,6% dos participantes, a inovação organizacional, com 14,8%, e nos processos, 11,3%. No entanto, dos 15 países analisados, Portugal é o único em que isto acontece, sendo o produto o alvo da inovação dos empreendedores nos restantes países da Europa. A pesquisa foi realizada através de inquéritos a empreendedores ou fundadores de empresas criadas em 2002 e que sobreviveram até 2005.

Outra das conclusões da pesquisa é que, para ser empreendedor, não é necessário ter experiência no sector, pois 37% dos empreendedores de sucesso não têm qualquer currículo na área onde operam.

Portugal cresce menos

A maior parte dos empreendedores (48%) tem 40 anos ou mais. Assim, uma das perguntas a que o Eurostat tentou responder é se a idade influencia o sucesso do negócio. Segundo a pesquisa, as empresas geridas por jovens empreendedores crescem mais rapidamente do que as companhias dos seus congéneres mais velhos. A taxa de crescimento do negócio é de mais de 200% nas empresas de empreendedores com menos de 30 anos, 150% no grupo entre os 30 e 39 anos, e 131% nos com 40 anos ou mais.

Entre os países analisados - 13 da União Europeia e dois candidatos à adesão -, Portugal é aquele em que as empresas criadas por empreendedores crescem menos. De acordo com a pesquisa, Portugal está no fim da lista, com um aumento, em média, de 24% do negócio (número de empregados, ano de nascimento contra o ano de análise). Por idades, o grupo de empreendedores nacionais cujo negócio mais cresceu está entre os 30 e os 39 anos, com 26,9%, valor muito inferior ao registado noutros países - a média neste grupo é de 203,3% de crescimento.

Empreendedores masculinos são mais optimistas

72% dos empreendedores são homens e 28% são mulheres, situação semelhante à realidade laboral da Europa, explica a pesquisa. No entanto, o negócio dos empreendedores do sexo masculino é mais lucrativo, pelo menos na opinião dos inquiridos, em que 37% dos homens consideram que a sua empresa, em termos de lucros, é "boa". No caso das mulheres, a opinião é partilhada por 31,3%. Os sectores de actividade escolhidos são diferentes: construção é um sector em 96,1% dos empreendedores são homens, já as mulheres preferem a área da hotelaria e restaurantes (43,2%).

http://dn.sapo.pt/2006/11/30/economia/empreendedores_nacionais_inovadores_.html